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Licenças14 jul 20266 min de leitura

SAM: gerenciar licenças e evitar surpresas em auditoria

Software Asset Management (SAM) é a disciplina que cuida da relação entre o que a empresa comprou em licenças e o que ela realmente usa. É a área do ITAM que mais gera economia direta, e a que mais expõe a empresa a risco quando é negligenciada.

Os três cenários que o SAM precisa evitar

Excesso de licenças pagas e não utilizadas (dinheiro parado). Subestimativa (mais instalações do que licenças pagas, risco de multa em auditoria). Licenças pagas por engano em produtos freeware (Visual Studio Code, por exemplo, não precisa de licença comercial).

Como estruturar o controle

Comece cadastrando cada produto de software licenciado com: fabricante, tipo (subscription, perpetual, freeware), quantidade contratada, data de vencimento e responsável interno. Em paralelo, o agente coleta as instalações reais. O cruzamento entre 'comprado' e 'instalado' é o coração do SAM.

Exclua freeware do cálculo de conformidade

Um bom sistema de SAM permite marcar produtos como freeware, para que apareçam no inventário mas não distorçam o indicador de conformidade. Sem isso, você vê alertas de 'excesso' em produtos que sequer precisam de licença.

Ative os alertas antes que o problema chegue

Alertas úteis: 60 dias antes do vencimento de uma subscription (dá tempo de renegociar), quando o número de instalações passa 90% da quantidade comprada, quando um contrato entra na janela de renovação automática. O objetivo é agir preventivamente, não reagir.

Empresas que fazem SAM bem economizam entre 10% e 30% do gasto anual com software só cortando licenças ociosas. E dormem tranquilas na próxima auditoria do fabricante.

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